REFLEXÕES NUM DIA DE CHUVAS E TROVOADAS




Raios e trovoadas caem sobre a cidade. Espio lá fora e vejo a chuva caindo aos borbotões... Dou uma olhada no muro dos fundos que apresenta algumas rachas e fico com medo que desabe, pois perto dele tem um coqueiro enorme que pode cair sobre a rua e sobre carros, além de atingir a casa da calçada oposta, mas a Prefeitura não teme nada e não permite que se derrube o imponente coqueiro.
Então, estou doando o coqueiro a quem quiser levar, mas será preciso uma jamanta e uma penca de homens para retirar o coqueiro de onde está.
Estamos vivendo um período estranho em que os seres humanos estão valendo menos que os animais e até certas plantas...
Se comes carne, és um bárbaro, se derrubas uma árvore que está ameaçando vidas, você é taxado como depredador da natureza e ainda é processado e preso.
Tudo bem, amo a natureza e os animais, mas o bom senso deve prevalecer sobre todas as coisas, o ser humano é importante, sim, pois foi feito à imagem e semelhança de Deus, o Criador do Universo.
Este conceito é aceito por todas a religiões.
Abro o jornal e deparo com a revolta de agricultores que estão intimados a entregar suas terras, adquiridas com trabalho, suor e lágrimas, para índios que nada fazem a não ser depredar as florestas retirando cipós para fazerem cestos.
Assunto índio, entendo e muito bem, pois durante alguns anos estudei tudo sobre eles, convivo com eles , perto da minha casa, e vejo contristada que eles estão vivendo como no início dos séculos e nada fazem para se sustentar, nem mesmo plantar a terra que o Governo lhes entrega.
Eles negam-se a trabalhar e a FUNAI apoia a ideia e avança nas terras de agricultores que produzem para o povo comer. Mas, se você for estudar as Leis sobre indígenas, verás que as terras são entregues aos índios que, depois, alugam aos antigos proprietários e vivem de renda. A terra não é dos índios e sim de propriedade do Governo.
Mas, está chovendo e eu sou uma simples criatura que já viveu muito, mas ainda pensa. E pensa que pensa corretamente, embora nada possa fazer a não ser protestar, como uma voz no Deserto.

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